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terça-feira, 2 de agosto de 2011
Pela Duque d'Ávila até à Praça de Espanha

domingo, 22 de maio de 2011
O Metro a P&B
O transporte mais rápido dentro das cidades é o metropolitano. O facto de circular por baixo do chão torna-o a opção menos apetecível para os visitantes, que o preterem quando têm ao seu dispor alternativas que juntam o útil (levá-los de um lado para o outro) ao agradável (permitir que se aprecie a cidade que estão a visitar). Lisboa não é excepção. O Metro é a escolha ideal para quem tem de fazer no mais curto espaço de tempo o caminho entre casa e o trabalho ou a escola, mas perde em encanto para quem visita a cidade quando existem alternativas como por exemplo o eléctrico. Mas o facto é que esta cidade, nos últimos anos, ao mesmo tempo que procedeu ao alargamento da sua rede de Metropolitano, também reformou algumas das suas estações, com resultados bastantes interessantes, e que tornam esta opção de transporte mais atraente mesmo para quem esteja na cidade enquanto turista.Outro ponto prévio ao relato deste passeio tem a ver com a escolha pelas fotos a preto e branco, que não resultam de tratamento posterior das imagens captadas (quem me conhece sabe que não tenho grande paciência para isso), mas antes com uma decisão tomada à partida, e que quase mantive em todo o percurso como à frente se verá, por achar que faz algum sentido no ambiente subterrâneo.

Também andei pela Estação da Baixa-Chiado, onde a decoração é menos elaborada, e pela de Santa Apolónia onde existe um painel de azulejos em homenagem aos ferroviários mas que não consegui fotografar decentemente. Ainda assim, a opção pelo P&B, algumas experiências com a velocidade e a sobreexposição e ainda o grão trazido por uma definição de sensibilidade excessiva, produziram algumas imagens que me agradam embora saiba que é um gosto discutível.



A estação do Saldanha, na parte da linha vermelha, foi a que me causou maior estranheza entre aquelas por onde passei. Está coberta de azulejos brancos, onde se inscreveram algumas frases aparentemente extraídas de textos literários, cujo sentido muitas vezes me escapa. Essa ininteligibilidade das frases e o branco das paredes que as expõem dariam àquele lugar um ar de asilo mental, não fosse pelo movimento das pessoas e comboios que mitiga esse efeito. Mais tarde descobri que as frases são da autoria de Almada Negreiros, de quem são também os desenhos que completam a decoração da estação. Prefiro-os. Apesar de também serem de difícil interpretação, em virtude daquele traço fino e vago que lhe é característico, valorizam a estética do sítio.

terça-feira, 10 de maio de 2011
Pelo Jardim da Estrela
sábado, 7 de maio de 2011
O parque, a feira e os livros
sábado, 30 de abril de 2011
Na estufa fria
O plano para este sábado era ir conhecer a calçada de Santana onde parece que nasceu Amália Rodrigues e morreu Luís de Camões. Infelizmente a chuva não facilita muito a fotografia e o mau tempo que regressou no fim da semana fez-me procurar uma alternativa mais abrigada. Resolvi ir até à Estufa Fria, no Parque Eduardo VII, que reabriu esta semana depois de um ano e meio em obras de recuperação.
As obras, que estão explicadas num enorme cartaz à entrada, não alteraram a estufa em nada de relevante. Ou pelo menos em nada de relevante em relação à estufa que tinha na memória e que já tem uns bons anos. Já agora, porque é que os autarcas fazem sempre questão de anunciar em parangonas as obras que promovem? Parecem as crianças pequenas a chamar a atenção dos pais exibindo as gracinhas que vão aprendendo. Mas as crianças têm graça – o que não é tão engraçado é ver um autarca gastar o nosso dinheiro para dizer “olha eleitor, tapei este buraco, gostas?”.
A estufa estava quase deserta àquela hora da manhã e, ao contrário da chuva, a tranquilidade é amiga da fotografia. Andei por ali a aproveitar aquela paz verde só ocasionalmente atravessada por um ou outro turista.

O espaço está dividido em três blocos: para além da estufa fria propriamente dita, onde estão as plantas das zonas húmidas, há a Nave – um edifício coberto usado para exposições ou pequenas feiras e que ainda não foi recuperado, a estufa quente onde estão as plantas das regiões mais quentes e secas do planeta que inclui a chamada estufa doce onde predominam os cactos. Voltando um pouco ao tema da publicidade, está no interior da estufa fria uma pequena lápide, datada de 1973, onde foi gravada uma lista de nomes dos funcionários camarários que lá trabalharam. Um simples e, por isso mesmo, bonito gesto de reconhecimento que suplanta o espalhafato do inútil cartaz de que atrás falei.
Claro que este é um sítio feito para os amantes das plantas mas onde o entusiasta da fotografia se pode encantar e perder por detalhes como gotas de água numa planta, uma aranha ainda adormecida no centro da sua teia, a forma quase alienígena de uma raiz ou uma família numerosa de patos azafamada a circular às voltas num pequeno lago.





A estufa não é muito grande e saí dali ainda com tempo para dar um salto até à Feira do Livro mas a chuva depressa me demoveu dessa intenção, dando ali por terminado o passeio e ansiando por um fim-de-semana que traga de volta a Lisboa o sol que dela se tem arredado.

























